terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Repúdio aos verdadeiros burros e ignorantes.

Repúdio aos verdadeiros burros e ignorantes.

Venho aqui por meio destas palavras explanar sobre algo que me deixa triste por saber que eu sou brasileiro feito esse tipo de pessoas. Essas pessoas que desconhecem o Nordeste brasileiro e, assim, falam qualquer asneira sobre esse território. Pessoas influenciadas pela mídia que só traz imagens da seca e sofrimento, como se tão vasta região só se resumisse a isso. Quantas vezes nós, nordestinos, deparamo-nos com o preconceito de pessoas mal informadas sobre nossa região? É uma tortura ter que ouvir pessoas falarem que o nordestino é sofredor, que o nordestino não vive, sobrevive e mais, que o nordestino é burro.

Há alguns meses li um breve comentário numa página do Orkut que realmente me deixou indignado. Um rapaz entrou em uma comunidade sobre o Nordeste e falou que essa região só tinha gente burra, pessoas que não tinha o mínimo discernimento político, que nós sofríamos por votar e sofreríamos se continuássemos votando em pessoas como Fernando Collor de Mello, fazendo-o voltar ao Congresso Nacional e, conseqüentemente, ao cenário político brasileiro. Em parte essa pessoa tem razão, mas pelo comentário impertinente e prepotente que ele fez, perdeu toda parte da razão que tinha.

Resolvi ver de onde esse “nobre” irmão brasileiro era e, abisme-se: mesmo com toda a pompa de intelectual político e ar de superioridade perante os outros – as comunidades dele eram basicamente relacionadas ao social e política – esse nobre é do estado de São Paulo. Por que “abisme-se”, podes perguntar. São Paulo não é o estado mais rico do Brasil e o que oferece melhores condições de vida para as pessoas, como a educação? Sim, responder-te-ei. Mas apesar disso, foi esse estado que, na minha opinião, mais envergonhou o cenário político do Brasil. Explicarei.

Dia 1 de outubro de 2006, dia de eleição nacional. Pra mim esse dia foi um pouco fatídico. Gosto de política e gosto de acompanhá-la, mas desse dia em diante perdi parte do interesse, sem exageros. Estava eu a acompanhar os resultados das eleições quando recebo a notícia que também serei representado na Câmara dos Deputados por três pessoas que não me agradam, nem nas suas reais profissões e quanto mais como deputados. Quem são essas pessoas? Paulo Maluf, Frank Aguiar e Clodovil. Sim, o primeiro que está envolvido em corrupção até o pescoço, que se ele não for interrogado numa CPI pelo menos uma vez em seis meses, pra ele não tem graça, outro que chama atenção pelo seu “aaaaaauuuu” e pelas músicas sem pé nem cabeça e o terceiro pelo seu jeito execrado e prepotente de ser, que adora chamar a atenção e que, mesmo se achando “inteligentérrimo”, não oferece nada de construtivo para os telespectadores e agora para toda a população brasileira. E olhe que ele foi eleito com incríveis 493.951 votos, muito para uma pessoa que tinha como jargão político o clichê “mexe com quem tá quieto”. Aliás, ele e o senhor Paulo Maluf foram um dos deputados mais votados do Brasil.

Ah! Quase ia me esquecendo, onde eles foram eleitos? No grande e rico estado de São Paulo, reduto do indivíduo “X” que execrou o nordestino, que chamou de burro esse povo batalhador e que faz o Brasil crescer cada vez mais.

Vale salientar que o preconceito não vem só desses estados e que também ele não é generalizado. Mas deixo o recado para as pessoas que o têm

É. É melhor percebermos nossos erros para depois falarmos dos erros dos outros.

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